Análise de Filmes #06: O Bom Dinossauro (2015)

Olá para vocês, pessoal do Fênix no Sekai. Aqui é o Diego Felipe e depois de dois meses enfim volto a lançar mais uma análise de filmes. 

O filme da vez é a mais nova obra da Disney Pixar lançada nos cinemas: O Bom Dinossauro, que sucede o bem-sucedido Divertida Mente, que inclusive cheguei a fazer uma análise que pode ser lida nesse link.
Bem, vamos logo com a análise…

FICHA TÉCNICA

– Diretor: Peter Sohn
– Produtora: Denise Ream
– Roteiro: Peter Sohn, Erick Benson, Meg LeFauve, Kelsey Mann e Bob Peterson
– Estúdio: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures
– Duração: 100 minutos
– País: EUA

A HISTÓRIA

O filme trabalha com a seguinte hipótese: e se o gigantesco asteróide que atingiu o planeta Terra e causou a extinção dos dinossauros tivesse passado longe de nosso planeta? E se os dinossauros ainda existissem? É trabalhando com essa hipótese que o filme se desenvolve, mostrando dinossauros que para sobreviver aprenderam a construir moradias, estabelecer terrenos, praticar a agricultura, criar galinhas e búfalos e a estocagem alimentar.
Arlo
É em meio a essa premissa que temos Arlo, um apatossauro que vive com seus pais, Henry e Ida, e os irmãos, Libby e Buck. A família realiza o plantio e a estocagem de milho para consumir no inverno. Essa estocagem é armazenada em um silo e cada membro da família deixa uma marca de lama de sua pata após demonstrar capacidade para efetuar tarefas importantes. Os primeiros a colocarem a marca são justamente Henry e Ida.
Henry, o pai de Arlo
O tempo passa e Libby e Buck conseguem ajudar bastante os pais na colheita e também deixam sua marca. Mas Arlo, que é bastante medroso, não consegue se dar bem com sua tarefa (alimentar as galinhas) e sente-se frustrado por não ter como ter como deixar sua marca.
Ida, a mãe de Arlo
Um dia Henry lhe incumbe uma tarefa: capturar um garotinho humanóide e selvagem que vem consumindo o milho estocado e matá-lo. Mas uma série de acontecimentos acaba culminando numa tragédia familiar e em Arlo sendo levado para longe de casa pela correnteza de um rio próximo. Agora, para voltar para casa, Arlo terá que fazer uma longa jornada e precisará contar com a ajuda do garoto, a quem dá o nome de Spot.
Spot


A ANÁLISE

O Bom Dinossauro tinha uma missão muito dura: conseguir entregar uma história à altura do filme antecessor da Disney Pixar, Divertida Mente. Infelizmente não consegue alcançar tão façanha e fica um pouco aquém quanto ao roteiro. Mas não fica tão aquém quanto a capacidade de encantar a simpatia do público.
A dupla de protagonistas, Arlo – o apatossauro medroso que tenta aprender a enfrentar seu medo – e Spot – um menino das cavernas que tem um comportamento praticamente canino – é bastante simpática e carismática e consegue se sobressair durante o filme todo pela interatividade que um tem com o outro e pela linda amizade que se forma.
Da esquerda para a direita: Nash, Butch e Ramsey
Porém, como já foi explanado acima, o filme não tem um roteiro tão consistente quanto as principais obras da Pixar como Up – Altas Aventuras, Monstros S.A. e Toy Story, embora ainda seja uma bela história. Isso pode ser explicado, por exemplo, devido ao baixo desenvolvimento ou tempo de aparição de alguns personagens, principalmente do trio de tiranossauros – Butch, Nash e Ramsey -, pois eles serão de grande importância para ajudar os protagonistas.
O líder dos temíveis pterodáctilos
É importante lembrar do grupo de pterodáctilos que teoricamente deveriam servir de grandes antagonistas ao filme mas só marcam presença em três cenas sem que o desenvolvimento da história ajude a torná-los mais próximos do público. Esse tipo de ponto fraco costuma ser muito raro em filmes da Pixar. Até mesmo Carros 2 tem um bom desenvolvimento e boa apresentação de seus vilões.
Arlo e Spot contra os velociraptors
A frustração maior é que poderia haver mais foco ou apresentação de tais personagens, principalmente na interação entre Arlo e seus dois irmãos e nos velociraptors rivais do trio de tiranossauros. Isso tende a causar também a vertente de que a importância deles para a história não era tão grande quanto se poderia supor e que o filme fica mais arrastado do que deveria.
Libby e Buck
Quanto aos pontos mais positivos do filme é válido citar os belos cenários e o aspecto visual do filme, que acaba sendo bem realista para os padrões de animação, até mesmo para uma Disney Pixar que raramente deixa de surpreender seu público. Outro ponto positivo está nas cenas mais comoventes do filme, que conseguem emocionar alguns dos espectadores.
O Colecionador de Animais – um personagem que aparece pouco mas faz rir muito
Além disso, mesmo não sendo uma das obras mais marcantes da Disney Pixar e muito menos uma das mais rentáveis (é até agora o único filme da Pixar que não está indo bem em bilheteria), não seria injusto considerar a obra superior a Carros, Carros 2, Valente e Universidade dos Monstros, lembrando que dos quatro citados apenas o segundo teve uma recepção crítica realmente negativa e que os demais também tem um bom nível qualidade.
Um dado importante a ser lembrado é que o filme passou por sérios problemas de produção, havendo inclusive uma troca de diretor (saiu Bob Peterson e entrou Peter Sohn) e do elenco de dubladores, além de grandes mudanças no roteiro. O resultado é positivo mas ainda assim aquém do verdadeiro potencial do estúdio.
Bem, pessoal, essa foi mais uma análise de filmes para o Fênix no Sekai. Até a próxima. 🙂